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Vício Inerente (2014) — O universo psicodélico de Thomas Pynchon sob as lentes de Paul Thomas Anderson

Um recorte da louca subcultura regada a sexo e drogas da costa californiana do início dos anos 70. Um thriller estranhamente cômico que subverte o cinema noir investigativo. 

Poster alternativo

Quando a ex-namorada do detetive particular Doc Sportello (Joaquin Phoenix) aparece repentinamente com uma história sobre seu atual namorado latifundiário bilionário, por quem por acaso está apaixonada, e um plano da esposa dele com o amante dela para sequestrar o ricaço e colocá-lo em um manicômio… é…é tudo muito confuso mesmo…assistir esse filme é de uma conturbada lisergia. É um gole de chá de cogumelo, uma viajem cheia de altos e baixos, mas que também se torna cansativa. Não é um filme ruim, mas pode ser um pouco cansativo, principalmente pra quem esperava assistir um “novo Boogie Nights: Prazer sem limites” (Obra prima de Paul Thomas Anderson lançado em 1997)
É o fim dos psicodélicos anos 60 e a paranoia está tomando conta do dia a dia, e Doc sabe que “amor” é só mais uma dessas palavras que está na moda no momento, assim como “viagem” ou “bacana”, que também estão sendo muito usadas por aí.
“Vício Inerente, adaptação do romance homônimo do Thomas Pynchon realizada por Paul Thomas Anderson.”

 Na superfície, “Vício Inerente” é uma história policial com um detetive particular, Doc Sportello (Joaquin Phoenix), que periga ser o personagem mais louco desde o Dude que Jeff Bridges imortalizou em “O Grande Lebowski” (1998), dos irmãos Coen. Mas o filme, dirigido pelo talentosíssimo Paul Thomas Anderson (“Boogie Nights”, “Sangue Negro”) e adaptado de um romance de Thomas Pynchon, é muito mais que isso. É um mergulho em 1970, quando o sonho hippie de paz, amor e LSD já tinha sido substituído pela paranoia e conflitos que desembocariam em Watergate e, depois, pela guinada à direita da era Reagan. Foi o ano em que a América percebeu que o mundo era cinza, não tecnicolor.


Não atoa que os personagens parecem perdidos. O país estava assim. Quando Doc recebe a missão de procurar uma ex-namorada, Shasta (Katherine Waterston), que vivia um romance proibido com um misterioso magnata, Mickey Wolfmann (o excelente e sumido Eric Roberts, irmão de Julia), sua vida entra numa espiral descendente e lisérgica, em que ele encontra dentistas traficantes (Martin Short, engraçadíssimo), um policial barra pesada (Josh Brolin), um músico/informante do FBI (Owen Wilson) e uma procissão de malucos que são típico Pynchon.


Joaquin Phoenix mergulha em seu personagem chapado e paranoico acompanhado de grandes nomes como: Josh Brolin, Katherine Waterston, Jena Malone, Benício Del Toro, Reese Witherspoon, Maya Rudolph e até Eric Roberts e Owen Wilson.

O filme cumpre o que propõe, assim como a literatura densa de Phynchon, abarrotada de diversos assuntos e abordagens, o filme também segue essa confusão lisérgica. No fim, chapamos e nos perdemos como Doc Sportello (Joaquin Phoenix) nesse “lysergic groove” que é “Vício Inerente”.


A ressaca bate e bate forte, vou dar um um grande gole na cerveja e nos vemos na próxima…até mais!! Só não tome chá de fita…Hey amigo, volte na próxima semana…

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